Tendências da Restauração 2022: O restaurante é onde quisermos

A pandemia veio quebrar regras e instaurar novas maneiras de alavancar negócios muito à base da experimentação. Essa quase obrigação de explorar o novo para a sobrevivência do negócio, tornou-se numa realidade a observar para o setor da restauração. O exemplo mais flagrante foi o crescimento nos últimos dois anos do serviço de delivery com a diversificação de serviços, do mais premium, caso da Volup que permitiu comer no conforto de casa pratos de restaurantes Michelin, à plataforma Kitch que ofereceu aos restaurantes a possibilidade de criar lojas online independentes para vender pratos em delivery e take-away e fazer a gestão integrada das vendas. Hoje, ambas as plataformas seguem um rumo sólido, sendo que a Kitch já se encontra em expansão para Espanha, evidenciando que o delivery veio para ficar, pelo menos num modelo diferente do original.  

Muitos dos chefes e restaurantes que não se renderam às plataformas de entrega novas ou já existentes, como a Uber Eats, a Bolt Food e a Glovo, dedicam-se ao delivery, muitas vezes feito pelos próprios, caso do Bun It, marca de hambúrgueres criada por Shay Ola ou da Casa Manjapão, pratos de conforto feitos por Pedro Bandeira Abril. Seguindo as tendências internacionais, apostou-se no conceito das cozinhas fantasma – um restaurante que só existe no mundo virtual — com marcas a surgir um pouco por todo o país, caso de Las Gringas e da Ameaça Vegetal (fruto do coletivo Foodriders), Reco Reco de Miguel Perez do restaurante Pigmeu e a Têsto, do Grupo OBBA que detém o restaurante O Paparico, entre muitos outros. 

Em 2022, o surgimento de novas marcas com espaço estritamente virtual, caso do Pescatore (do coletivo Lisbon Street Kitchen) ou do Farto de Hugo Dias Castro, evidencia que essa oferta veio para ficar e que o restaurante é mesmo onde quisermos. 

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