
João dedica-se à cozinha como quem procura compreender as formas de vínculo que sustentam a vida.
Para si, alimentar é um gesto anterior à gastronomia. É uma das expressões mais fundamentais da relação humana. Não existe alimento sem ligação: à terra que produz, ao conhecimento que preserva, ao outro que recebe. Alimentar é estabelecer uma ponte entre mundos, criando continuidade entre natureza e cultura, necessidade e cuidado, matéria e significado.
A partir dessa perspetiva, o seu percurso tem sido uma investigação sobre a origem, os processos e as relações que tornam possível o alimento. Uma procura iniciada no sertão alagoano e aprofundada ao longo dos anos entre diferentes territórios e tradições culinárias.
Hoje, segue caminhando pelo Algarve, em um registro mais atlântico, mas com a mesma intenção do início. No Ato, em Faro.