Nós As Pessoas: Tiago Lopes

Formado em cozinha, as suas primeiras experiências em restauração foram no Hotel & Spa Solverde e no Hotel Sheraton Algarve. Já no Porto e após três anos como cozinheiro no restaurante do Museu de Serralves, aventurou-se num estágio no Gaggan, em Banguecoque. No regresso a Portugal, antes de abraçar o desafio do Vila Foz passou pelo restaurante Palco, do Hotel Teatro. 

Qual a melhor forma de aliviar o stress após uma semana de trabalho?  

Vivo em 2D: na realidade real e na realidade paralela. A realidade real é onde sou obrigado a estar por imposição natural da espécie homo-sapiens onde me incluo. A paralela é a minha biblioteca e é lá onde estou, contrariando a espuma dos dias, na companhia de um qualquer vinyl de Leonard Cohen ou de Bob Dylan e à cabeceira a palavra forte de Herberto Helder. 

O que fazes para descontrair e motivar a tua equipa? 

Se gostasse de escrever politicamente correto explicar-te-ia a teoria bifatorial de Herzberg ou a teoria dos motivos de McClelland, mas na verdade é muito simples: em todas as situações “coloco” um espelho à minha frente e pergunto: – E se fosse eu no lugar desta pessoa? 

O humano não é assim tão evoluído como consideramos. 

Sentimos – todos – as mesmas dores, frustrações e medos. 

Qual o teu guilty pleasure gastronómico depois de um serviço desafiante? 

Um bom cachorro com ovo estrelado, nas rulotes do Freixo. Estar perto do rio Douro a alimentar-me é um acto que per se relembra-me do quão privilegiado sou nesta ideia paradoxal a que chamamos de modernidade.  

Foto: Theo Gould

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