NoSho, reserva e aparece

Quando Salvador Rodrigues vivia em Londres, em meados de 2015, apercebeu-se que havia um problema de no shows, ou cancelamentos tardios, em restaurantes de moda, ou com longas filas de espera, e que esses lugares poderiam ser de extremo interesse para alguém que não tivesse feito planos e quisesse ir jantar ou almoçar a um destes cobiçados restaurantes. 

Esta ideia ficou guardada na gaveta até à altura da pandemia. Falou com a sua ex-colega de trabalho e amiga, Tânia Figueiredo, e juntos começaram a conceptualizar e implementar o que viria a ser a NoSho. Levaram a ideia à Startup Lisboa, entraram no programa From Start to Table e saíram vencedores da “Melhor ideia tecnológica”. Com o valor monetário do prémio conseguiram fazer o desenvolvimento da aplicação e dar vida ao conceito. 
 
A NoSho, app de reservas de última hora que mostra as mesas que ainda se encontram disponíveis em tempo real, está disponível para download gratuito. Para já funciona por convite, sendo possível entrar numa lista de espera através de um convite de um amigo. Num futuro próximo, estará disponível a todos os utilizadores. 
 

O que é que a NoSho oferece? 

Para aqueles dias em que não fizeste planos e decides espontaneamente que queres ir jantar fora, tens agora uma opção rápida e eficaz de saberes onde existem essas disponibilidades e evitar ligar desesperadamente para restaurantes à procura de mesa, bater de porta em porta, ou ficar numa fila à espera da tua vez. 

Com a NoSho tens também uma oportunidade de conseguires mesas impossíveis nos restaurantes mais cobiçados da cidade à última da hora. Pois as reservas que encontrares serão exclusivas à NoSho. Imagina poderes jantar espontaneamente num restaurante com estrela Michelin, como o Feitoria; fazer uma viagem gastronómica nas mãos do chefe Alexandre Silva no Fogo; ou um late night ramen no Ajitama Bistro? 

A Nosho foi lançada na última semana de dezembro de 2021 e apenas em Lisboa. O objetivo é ir lançando noutras cidades que façam sentido. 
 

O NoSho descobre as mesas disponíveis à volta do utilizador sem este ter que ter muitas preocupações. É essa a facilidade na interface que previram no início do projeto? 

Completamente. O projeto surgiu com uma ideia de colmatar os no shows, ou comparecimentos de última hora, e dar uma oportunidade para outra pessoa poder usufruir destas disponibilidades em restaurantes de moda, de autor ou fine dining. Mas ao longo do processo e na incubação na Startup Lisboa, apercebemo-nos da existência de um target group que não tem muitos serviços específicos para as suas necessidades: os clientes espontâneos. 
 

O facto de a marcação ser através de uma app e não através do telefone facilita essa interação do utilizador? 

Sim, são literalmente necessários seis segundos desde o momento em que o utilizador vê a disponibilidade de mesa, num alerta que chamamos NoSho. Basta clicar, escolher a mesa, reservar e dirigir-se ao restaurante em que se fará o check in com um código QR. 
 

Quais as tipologias de restaurantes presentes na app? Podem dar alguns exemplos de espaços aderentes? 

A curadoria NoSho reflete-se em três pilares: fine dining (estrelas Michelin), autor e cool/de moda. Neste momento temos restaurantes pioneiros que estão assentes nesta curadoria, como: Ajitama Bistro, Bicho Mau, Bistro 100 Maneiras, Boi Cavalo, Essencial, Feitoria, Fogo, Memória, Ofício, Tasca da Esquina, Taberna Tosca, entre outros. 

Estamos a aumentar a nossa lista e queremos manter o elemento surpresa de mais restaurantes que possam surgir na aplicação. A ideia não passa pelos utilizadores procurarem apenas pelo restaurante que querem, podem fazê-lo, adicionando os restaurantes que preferem aos favoritos; mas sim procurarem as disponibilidades e até descobrirem restaurantes novos. A credibilidade na curadoria NoSho e a garantia que haverá sempre disponibilidades em bons restaurantes para jantar à última da hora é uma premissa que queremos assumir e garantir. 

 
Numa altura difícil para a restauração portuguesa, de que foram esta app pode contribuir de forma positiva? 

Acreditamos que a NoSho funciona como economia circular e sustentável, uma mesa que ia ficar vazia poderá ser ocupada por alguém, que apenas não reservou, ou não tem ideia de que aquela mesa poderá estar disponível. A mesa que seria uma perda para o restaurante, passa a ser faturada e isso garante um contributo positivo a nível de faturação, ambiente para o restaurante e de até trazer novos clientes. 
 

Acreditam que o NoSho é o futuro das plataformas de reserva online? 

A NoSho é uma aplicação de reservas online de última hora que acreditamos que será o futuro, mas mais do que este conceito prático, a NoSho é uma garantia de pertencer a um clube restrito que dá a garantia de ter disponibilidade em restaurantes cool/ autor e fine dining (estrelas Michelin) sem teres feito planos. 
 

Que novidades têm planeadas para um futuro próximo? 

Estamos a fazer melhorias na aplicação, como a colocação de um relógio indicando o tempo que espera até surgir a mesa; atribuição de categoria aos restaurantes indicando se é um restaurante de estrela Michelin, ou de autor ou um restaurante cool; colocando os restaurantes que serão pet friendly. Outra novidade será os brunchs passarem a estar presentes na nossa app. 

Mais informações em www.nosho.pt 

Edições do Gosto

Newsletter EG

Faça parte da comunidade gastronómica.

Junte-se à Comunidade Gastronómica EG

* obrigatorio