Tendências da restauração 2022: Gastronomia colaborativa

O conceito de brevidade está intimamente ligado ao pop-up, palavra para algo temporário que funciona numa determinada janela de tempo. No mundo dos restaurantes, essa dinâmica foi introduzida em Portugal há já alguns anos, sustentando a ideia do exclusivo e do único – veja-se o exemplo do festival Rota das Estrelas que durante anos foi palco de desfiles de estrelas no Vila Joya. Ainda antes da crise sanitária, os jantares a quatro, seis, oito ou até mesmo dez mãos eram comuns de norte a sul do país, tanto em restaurantes de fine dining como de casual dining. Misturar cozinhas com sabores e perspectivas distintas e cozinheiros com estilos diversos suscitava interesse por parte dos comensais, a prova disso era a lotação esgotada. É claro que ao sucesso dos pop-up se juntava a necessidade dos chefes partilharem experiências – o panorama mudou nos últimos anos e o setor da cozinha em Portugal é mais unido: gosta e fomenta essa partilha e intensifica a criatividade, a experimentação. 
 
A prova de que esta gastronomia colaborativa está para ficar é a consulta da agenda de restaurantes como o Ofício (Lisboa), os espaços da Musa (Porto e Lisboa) e os eventos do coletivo de jovens cozinheiros NKOTB na capital, para dar alguns exemplos. A Ordem da Cabidela, tem também uma agenda anual que percorrerá o país, com jantares especiais em que a cozinha ficará a cargo de vários chefes. Consulte aqui o cartaz.

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