Pleez, a food tech que aumenta o lucro de um restaurante a partir de um algoritmo


A dupla Afonso Pinheiro e Vasco Sampaio criaram em plena pandemia a Pleez, uma start up portuguesa de food tech, que permitia aos clientes de um restaurante ver o menu, fazer pedidos e pagar a partir do seu próprio telefone. Perante a demanda do mercado, decidiram criar um algoritmo que estuda todos os dados disponíveis provenientes de Plataformas de Delivery, permitindo ao restaurante a oportunidade de aumentar sua receita em até 15%. Saiba mais sobre este projeto na entrevista que se segue.

Como surgiu a ideia para a Pleez?

A Pleez é uma startup portuguesa de food tech que ajuda os restaurantes a aumentar a rentabilidade dos seus negócios. Iniciou-se no mercado com uma solução de Menu Inteligente – ao falar com 100 restaurantes e identificar uma necessidade concreta de mercado -, disponibilizando um software inovador que permitia aos clientes explorar o menu, fazer pedidos e pagar a partir do seu próprio telefone no restaurante.

No entanto, dado que o mundo está rapidamente a mudar para o delivery, especialmente após a COVID19, e a Pleez está sempre a aprender e a crescer com o mercado, percebemos que tínhamos que dar um passo ainda maior. Foi então que decidimos lançar um algoritmo que estuda todos os dados disponíveis provenientes de Plataformas de Delivery e otimiza as ofertas do restaurante, dando sugestões com base nesses dados recolhidos – sendo o nosso foco de momento. Como resultado, a Pleez oferece a um restaurante a oportunidade de aumentar sua receita em até 15% (entre muitas outras vantagens).

Somos uma empresa que ajuda os restaurantes a tomar decisões informadas sobre o seu negócio e pretendemos ser a fonte nº1 em quem confiam para dados e otimização dos seus menus.

Quem são os seus fundadores?

Afonso Pinheiro é conhecido pela sua capacidade de resolver um problema na hora, e também pelo uso da palavra “ninja”. Um empreendedor sem sombra de dúvidas, com vasta experiência no setor de startups, e com um lado mais empresarial vindo de sua experiência como McKinsey Consultant.

Vasco Sampaio, com experiência em tecnologia dos seus anos de Robotic Researcher, é o Head Of Product da Pleez. Também conhecido pela sua capacidade de se adaptar a qualquer situação através do seu pensamento crítico e da sua paixão por outras culturas, procura sempre corresponder às necessidades e feedback dos clientes no produto final.

Quais as mais-valias da utilização da Pleez para quem trabalha nas áreas da restauração/hotelaria e, claro, para os utilizadores das apps de delivery?

Os restaurantes e plataformas não se aperceberam da oportunidade por trás dos menus, mas a Pleez sim. Nós possuímos um algoritmo de menu que permite que os restaurantes aumentem as vendas dos seus produtos. Os dados obtidos por esta tecnologia, fornecem uma análise 360º do desempenho do menu, análise da concorrência – quer seja a nível de comparação de preços que estão a ser praticados pelos concorrentes, quer seja a nível de promoções em vigor – e sugestões, para melhorar e otimizar ao mais alto nível o menu do restaurante, aumentar a receita e o tamanho do ticket médio de cada cliente, e o restaurante só precisa se preocupar com qual prato quer vender mais hoje – quer seja por motivos de ser o que tem maior margem, quer seja porque tem mais saída a um dia específico, ou porque demora menos tempo a ser confeccionado, entre outros. Desta forma, os restaurantes podem aumentar a lucratividade de seus negócios no mercado altamente competitivo de delivery na restauração. O que é ‘louco’ na Pleez é que as plataformas de entrega também podem fazer parceria com o Pleez e beneficiar de nosso produto.

Relativamente ao consumidor final (ou utilizadores das apps de delivery), estes poderão contar com uma experiência mais personalizada aos seus hábitos de consumo e a nível de eficiência por parte de serviço como um todo. No entanto, o nosso foco são os nossos clientes.

Com quantos restaurantes trabalham atualmente?

Mais de 200.

Como aconteceu a expansão para o mercado espanhol e o que esperam em termos de números?

Decidimos expandir para a Espanha porque é um mercado que partilha parceiras, é bastante semelhante em termos de cultura e é dos maiores mercados em termos de restauração (segundo a nossa análise). Até ao final do ano, pretendemos ter 60% dos restaurantes em Espanha e 40% em Portugal.

Acreditam que mais projetos como o vosso poderá ser o futuro do mundo do trabalho? 

Claro que sim! Por exemplo, o nosso algoritmo surgiu de um reconhecimento de uma necessidade em crescimento: com o aparecimento da pandemia, o serviço de delivery tornou-se a solução dominante para o setor dos restaurantes, o que levou a um crescimento equivalente a cinco anos, em cinco semanas. No entanto, com o aumento da demanda, os donos de restaurantes não têm tempo para gerir a  presença do restaurante – ou até, das várias lojas –  em todas as plataformas de delivery, muito menos tempo para analisar todos os dados provenientes de cada plataforma, pois nunca estão em apenas uma. 

A indústria de food tech tem várias particularidades, que se encontram ainda a ser exploradas, tais como: ser um mercado fragmentado e de diferente penetração, a existência de poucas margens, um mercado em que a aquisição de clientes depende de salesman, é ainda um dos maiores mercados que existe, com investidores muito específicos da indústria (e investidores que odeiam a indústria). 

E, tal como esta indústria, existem muitas outras que ainda precisam de ser exploradas, especialmente pela necessidade constante do consumidor de querer sempre mais e melhor. 

Que novidades tem planeadas para um futuro próximo?

Nunca se sabe o que está ao virar da esquina. Em apenas um ano, passámos de 5 pessoas para 30, temos uma carteira com mais de 200 clientes, levantámos a 2º maior ronda Seed em food tech em Portugal, mudámos para um escritório no centro de Lisboa, abrimos em Madrid e fundamos o 1º Food Tech Hub, juntamente com a Volup, em Portugal.

Lançámos ainda, no decorrer de Julho, um Dashboard onde os nossos clientes poderão ter acesso a todos os dados falados anteriormente e muito mais em tempo-real – promoções, comparação de preços com a concorrência, pedidos de mudança nos menus e monitorização do impacto das mesmas.

O que podemos dizer é que neste momento o nosso foco está em Portugal e Espanha. Pretendemos atingir 10% da Ibéria em 12 meses. Sendo que, a abertura da Europa daí para a frente. 

Mais informações aqui.

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