Sem Espinhas: António Lobo Xavier

Sem Espinhas é uma rubrica que dá a conhecer primeiro a pessoa, depois o profissional. Guilty pleasures, refeições estranhas e ingredientes improváveis são temas que fazem parte deste questionário. O convidado que se segue chama-se António Lobo Xavier, tem 24 anos, e é chefe de cozinha do Chez Chouette, em Lisboa.

Se não fosses cozinheiro, o que terias sido? Estaria na área da psicologia ou na da enologia.

Qual é aquela receita que nunca te sai bem? Pudim Abade de Priscos. Adorava conseguir fazer um bom pudim! Penso que será uma receita que me vai perseguir a vida toda.

Que ingredientes improváveis resultam muito bem? Quando trabalhava no Porto fiz um prato de pato com enguia fumada que foi um dos mais polémicos, mas que acabou a ser um sucesso inesperado.

Qual foi a refeição mais estranha que já tiveste? Foi num restaurante chinês em Londres. Foi talvez dos sítios com pior aspeto onde já estive. Estava com uns amigos (de nacionalidade chinesa) que pediram coisas fora da carta e das quais nunca tinha ouvido falar! No entanto, apesar de estranha, acabou por ser das refeições mais espetaculares que já tive.

A primeira vez que cozinhaste, preparaste o quê? A primeira vez que cozinhei tinha 9 anos e fiz ovos mexidos e torradas enquanto os meus pais dormiam na sala sem saber o que eu andava a fazer.

O que comes depois do serviço? Normalmente, depois do serviço, não tenho muita fome mas, um hambúrguer ou uma pizza deixam-me sempre consolado.

Qual é o teu maior guilty pleasure? Na cozinha é comer sanduíches muito “gordas” e nada boas para o colesterol. Fora da cozinha é ver filmes ou séries de comédia muito maus – penso que já vi tudo e, infelizmente, até os repito!

Qual o maior erro que já cometeste numa cozinha? O maior erro que já cometi numa cozinha foi no Belcanto, em que me esqueci de colocar o tempo no forno e acabei por queimar uma parte da mise en place de pastelaria, mesmo antes do serviço.

A quem confiarias a tua cozinha por um dia? Ao meu subchefe, o Sarunt, um nepalês que é bastante esquisito com comida, mas que é dos melhores profissionais com quem já tive o prazer de trabalhar. Também confiaria ao meu pai. Na altura do serviço, ele poderia ficar algo baralhado, mas sei que nunca deixaria sair nenhum prato que não estivesse perfeito. 

Qual é o restaurante que gostavas de ter, mas não é teu? Sou apaixonado e fã de diversos restaurantes. Uma vez que trabalho em Lisboa terei de dizer o Prado do chefe António Galapito. É um restaurante absolutamente espetacular, desde a decoração à escolha de vinhos e de comida.

Foto: DR

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